Segredo do 202 e de nós dois.

Enquanto eu rebolo em cima de você, puxa meu cabelo e falar qualquer putaria no meu ouvido enquanto geme. E enquanto eu me afogo em orgasmos que só você me proporciona, me abraça possessivamente daquele jeito que você sabe que eu tanto amo. Depois de um tempo que eu saio do meu corpo pra você poder entrar, vamos acender um cigarro e jogar conversa fora. Você deitado na cama de qualquer jeito e eu com as pernas que você tanto ama por cima de você. Me acaricia, me alisa com a mão livre e me deixa praticamente te implorando por mais, agora. Segura o cigarro com os lábios por um momento enquanto as duas mãos fazem o trabalho de me dar prazer tão rapidamente. Como você consegue?

Olha pra mim e fala aquilo de novo. “- Você foi a melhor coisa que encontrei na minha vida.” Eu sei… Eu sei bem disso. E sabe de uma coisa? “- Pode passar mil pessoas na sua vida ou na minha. Mas nada vai ser como é com nós dois. Somos duas almas virando um número ímpar.”

“Não fique tão triste, eu sei que acabou, mas a vida continua e este velho mundo continuará girando. Vamos apenas ficar felizes por ter tido algum tempo pra passar juntos. Não há necessidade de ver as pontes que estamos queimando. Deite sua cabeça em meu travesseiro, mantenha seu corpo quente e terno perto do meu. Ouça o sussurro das gotas de chuva soprando suavemente contra a janela. E creia que você me ama, mais uma vez, pelos bons tempos.” (For the good times – Johnny Cash)

Enquanto simplesmente paramos de conversar e apenas nos olhamos, jogo o cigarro fora e vou me encaixar em cima de você, te beijando daquele jeito que eu sei que você gosta, que eu sei que ninguém nunca conseguiu fazer igual. Aos poucos aquele beijo demorado se encontra com um gemido baixinho, aquele que fazemos quando nos conectamos novamente. E dessa vez melhor do que a primeira, a segunda e eu não sei mais contar e nem pensar em nada…

“Se você achar que precisa de mim, não diga uma palavra sobre amanhã, ou pra sempre.”

Quando finalmente não aguentarmos mais, vamos tomar um banho. Você joga água em mim enquanto eu passo as mãos em seus arranhões e seus cabelos bagunçados. O receio do abraço possessivo se faz, mas eu quebro na hora. Quero você e para de pensar lá na frente. Só me beija. Molha meu cabelo, não ligo. Vamos sair desse lugar e comer alguma coisa e eu prometo que depois que chegar em casa vou dormir eternamente e ainda sonharei com você. Você me deixa exausta, e pela sua feição cansada, consigo fazer o mesmo ainda, não é?

E eu espero que, depois que você cruzar a esquina da minha casa, não vai esquecer dos bons tempos que tivemos.

Seguir em frente dói menos que sonhar acordado.

É sério. Experiência própria. Todo mundo se fode um dia na vida. Todo mundo tem sua hora de vivenciar o bom e o mau. Às vezes alguns são aparentemente mais felizes que outros, mas duvido que não passaram por alguma fase de merda. Acontece.

Simplesmente acontece.

Essência da vida é isso: Estar na merda hoje, sair da merda amanhã.

E vamos aos problemas. Financeiros, amorosos, depreciativos, más escolhas, escolhas que aparentemente eram boas demais pra ser verdade, e assim vai a lista de oportunidades que podem mudar nossa vida em apenas um movimento em verdadeiro ou falso, é um tanto faz nesse caso. Mas o engraçado é que, mesmo chorando por dívidas, por um amor não correspondido, por um ente querido que faleceu, ainda estamos ali. Estamos vivos. Então, levanta daí e vai viver sua vida. Tira essas merdas negativas da cabeça e faz alguma coisa.
Seguir em frente dói menos que ficar em utopias, seguir em frente dói menos que sofrer por quem não liga pra você, seguir em frente dói menos que sonhar acordado. Sonhar faz até bem, mas não faça isso para basear sua vida. Não viva de sonhos. Apenas vá viver. É levando na cara que aprendemos esse tipo de coisa.

 Simplesmente vá. Não olha pra trás. Levanta a cabeça e segue em frente.

“Chateatismo.”

A vontade de nada é maior do qualquer coisa no momento. O frio lá fora é mais desanimador do que as emissoras de televisão babando no senhor vestido de branco com cara de “sorrirei porque estou sendo sempre filmado”. A gritaria no bar da esquina me faz lembrar porque não gosto tanto de sociais e tumultos. O céu meio roxo meio amarronzado me deixa chateada pelo daltonismo e iludida por uma chuva calma. O vinho tinto não está mais tão gostoso como na primeira taça e o cigarro acabou. Preciso tomar um banho-lava-alma e arrumar esse ninho de cabelo. Necessito arrumar as unhas e ajeitar a bagunça do quarto, da minha vida, não sei direito. Não consigo parar de ouvir Black Moon e já estou começando a acreditar que também estão chamando meu nome e aí mudo pra Fluff que faz tudo parecer pior do que já está. Nas redes sociais as pessoas me convidando para lugares meio bobos ou até mesmo legais, quem sabe. Mas eu prefiro ficar aqui. Endomingada numa sexta feira à noite, me embriagando sozinha e me matando lentamente. Me pergunto como fiquei tão careta. Tão caseira demais. Como não consigo mais ver graça em entorpecentes babacas, dançar a noite toda ou viajar em outra dimensão, essas coisas.
Aí vem a utopia de perguntar se há alguém pensando a mesma coisa no momento, passando por tudo igual. Não custa sonhar. Vai que tem alguém por aí que acha sexta feira apenas mais um dia da semana. Que prefere mil vezes curtir uma boa música dentro do quarto com uma mulher numa orgia à dois do que se esfregar em várias diferentes em uma noite badalada. Alguém praticamente mais careta que eu. Que não dispensa um bom vinho ou um livro nas horas mais tediosas e que não acha cigarros tão ruins assim, pode fumar. Que acha uma mulher bem mais bonita quando inteligente e que saiba conversar sobre tudo do que ter de levar uma porta pra casa por apenas um momento, “oi-tchau, foi bom transar com você, te ligo depois”.

Quarto número 110.

Safada. Não consigo pensar direito enquanto você vai se movendo desse jeito. Geme no meu ouvido de novo que quer ficar de quatro. Me arranha mais uma vez pra eu ofegar de prazer. Fala pra mim o que quer de novo. “- Mais forte, bem mais forte! Sim!” Você é a única que consegue fazer essa merda comigo, me deixar louco tão rápido e me faz querer explodir de prazer em um único movimento que eu sei que foi bem calculado. Eu conheço você. Mesmo você aí de costas com esses cabelos negros e ao mesmo tempo avermelhados soltos e bagunçados, consigo ver seu sorriso de canto, e seu olhar safado. Odeio você. Odeio o fato de me deixar louco pra te comer toda hora. Mal finalizamos aqui e já quero novamente e você aí deitada de bruços me chamando com essa voz manhosa e maliciosa. Solta esse cigarro, vem logo. “- Vamos aproveitar essa noite…”

Sabe o paraíso? Ele realmente existe. Você fecha os olhos em alguns momentos de prazer, ele está lá. Ela viaja em orgasmos múltiplos e intensos fazendo-a praticamente, beirar à loucura. Todos deveriam experimentar um dia, ela pensa.
Aí, uns poucos segundos de mínima sanidade depois, a mulher abre os olhos e vê seu travesseiro branco que está agarrando com toda pouca força que lhe sobrou onde abafa ali os gritos e gemidos pelas investidas que ele vai dando com certa força atrás da mesma. E pra melhorar, ele chega em seu ouvido, totalmente ofegante e lhe xinga de uma coisa qualquer que a fez rir ou gemer.
E entre tapas e arranhões que eles vão se entendendo… E está certo que ele vai lembrar dela depois de um banho quente e sentir a ardência com todos esses machucados e as marcas que ficarão por um bom tempo. Ela lembrará dos cigarros mal terminados e dos beijos iniciados do nada, das risadas safadas depois de passarem mal procurando o oxigênio que sumiu daquele quarto e dos elogios engraçados quando ela estava de quatro. Mas é momento. É só aquele momento. As lembranças irão embora quando a Lua desaparecer, o dia seguinte chegar e o quarto número 110 for aberto novamente.

Aprendizado: Realmente as trepadas sem amor não doem.

Realmente as trepadas sem amor, elas não doem.

Prefiro ser uma vadia mesquinha egoísta do que ter sentimentos platônicos e nada recíprocos por você. Sei que é uma coisa de uma noite ou outra, que sua gôndola de vadias é superlotada, e que sou mais uma, apenas. Qual o mal em admitir isso? Eu sinceramente não ligo. Saio ganhando também, pra quê vou chorar ou sofrer? Não vou desperdiçar um sexo maravilhoso porque nele não há sentimentos ou reciprocidade de ambas as partes. Tem sentimento melhor que a atração? Apenas em uma coisa podemos concordar: Que trepada maravilhosa!
Você me dá o prazer de fazer coisas que ninguém teve coragem ou imaginou antes, me faz ofegar a cada toque e pedir por mais apenas por tesão. Seus rosnados bravos no meu ouvido me deixam ao ápice da loucura e eu tenho certeza que meus rebolados não ficam pra trás. Esses tapas altos e beliscões sem dó mesclam-se com os arranhões e as unhas que se cravam na pele pálida uma hora ou outra, em uma investida e outra, obrigada. Faz de novo.
Tenho certeza que disso você não vai esquecer. Talvez acrescente com outra pessoa lá na frente, esqueça nós dois e fim. Não ligo. Enquanto isso vamos lá. Fingiremos que sou a única a frequentar seu apartamento, deitar na sua cama, ficar de quatro no seu sofá, ajoelhar na sua cozinha e me molhar, literalmente, no seu chuveiro.
Gentilmente você me dá beijos carinhosos, me empresta sua blusa de frio, me dá água e muita coca-cola e até mesmo me abraça de conchinha enquanto ouvimos alguma música aleatória e conta coisas engraçadas. Depois me deixa em casa, conversamos um pouco online, falamos besteiras e prazeres, discutimos do nada, ficamos numa boa de novo e combinamos outra sexta feira. Até lá!

Odeio descobrir as coisas na prática.

União de bens – (As trepadas sem amor, não doem).

Garota, eu te acho bastante legal. Seu gosto pra música, seriados e filmes são ótimos, sua inteligência é bem rara comparando a idade e mentalidade de outras mais que tive por alguns dias, uma hora ou duas, por aí. Seu bumbum é divino, seus lábios são mágicos e suas coxas grossas são deliciosas. Sua vontade de ter nenhum envolvimento, é mais gostoso ainda.

Então eu aceito. Sim.

Vamos ser apenas amigos nas redes sociais, trocar um oi ou outro, falar putaria, mandar links engraçados e talvez pornográficos, mostrar quem quer pegar fim de semana e zoar algumas pessoas por ter nada pra fazer, no celular me mande umas fotos indecentes da sua calcinha nova (sem ela também), nem que seja somente por 2 segundos. Mande-me mensagens de que hoje está livre e vamos comer cachorro quente antes e depois de uma boa trepada. Finge que é minha namorada quando sairmos para o bar se alguma mulher feia der em cima, por favor. Não prometo fazer o mesmo porque adoro ver você brava, perdão. Você sabe como sou.
Não falo que são apenas “negócios” porque tem algo nosso muito importante envolvido profundamente nessa não-relação sensacional. Profundamente mesmo, você sabe. Se eu não te mencionar apenas como uma amiga que não pegaria, chamo apenas de conhecida, assim como você faz, nada mais que isso. Ninguém vai desconfiar. Ninguém precisa saber! Não descobrirão nunca que eu sei muito bem sobre sua tatuagem escondida e você sabe perfeitamente como me deixar louco na cama, no chão, no sofá, no chuveiro e até mesmo na rua.
Vamos nos encontrar por acaso nas festas ou shows e não dar importância pra nada. Sabemos que o que fazemos com segundas e terceiros naquele momento é passageiro, por isso me encontre no banheiro em cinco minutos. Aproveita que tá tudo escuro e o barulho ensurdecedor pra você gemer meu nome um pouquinho, levanta logo esse vestido e vira de costas pra mim. Tem coisa melhor que isso? Eu sei que não. Sua proposta é maravilhosa.

Nunca pensei que teria uma amiga assim.

Lixo invisível.

Saudade. De algo ou alguém. De algum momento ou de algum certo dia. De um suspiro de alívio ou até mesmo de prazer. É de fato, o verdadeiro mal do ser humano. Procurando brechas e sensações para sentir falta, para desviar-se da realidade à procura da mesma merda que já lhe fez bem ou feliz algum dia e assim, mergulhar-se em um mar de utopia.
Enquanto alguns sentem falta de um beijo intenso, outros sentem falta daquela boca macia. Outros mais sentem falta de um sussurro, eles ali de um gemido e ela, talvez, de algum rosnado indecente ou um tapa bem dado.
Sentem falta de comer – e que isso valha para todos os sentidos -, sentem falta de beber – talvez todos os sentidos também se encaixe aqui -, sentem falta de amar, falta de um colo em dias frios, de uma trepada sem sentimentos, de uma aliviada debaixo dos cobertores, uma mensagem de te quero, de um banho à dois, fazer à três ou ficar de quatro.
Saudade… Às vezes boa, ruim ou até mesmo necessária. Boa para lembranças, ruim se não tiver volta, melhor ainda para o aprendizado. E a partir daí cria-se a esperança.
Saudade é volta aqui, vem aqui, ajoelha pra mim e vamos fazer aquilo de novo, experimenta isso, posso ligar depois?, até amanhã, vai lá em casa hoje, fica de quatro, geme pra mim, fala meu nome, corre, me abraça, vamos tomar banho?, sabe que dia é hoje?, sonhei contigo, pensa nisso, não vai agora, não chora, me beija, beijo você.

Até alguma hora…