Intensidade.

Quando dois corpos formam um só em um turbilhão de sentimentos e sensações…

E as mãos se entrelaçaram. Juntos, desceram à rua vazia naquela noite gelada até um canto isolado e silencioso, coberto pela relva, perto de uma árvore enorme e escura pela noite. A Lua caia timidamente sobre eles.
Os olhares eram tímidos e ansiosos. Ao parar próxima à árvore, a mulher fitou o rapaz à sua frente e sorriu. Um sorriso engraçado ao mesmo em puro desejo, e ele respondeu à altura quando a puxou para si. Roubando-lhe selares molhados enquanto as mãos não conseguiam parar-se por seu corpo esguio. Caminhando sobre seus seios fartos e meio rijos e provocantes, feitos perfeitamente para serem encaixados pelas mãos do rapaz. Inconscientemente, os lábios da mulher abriram-se e expulsaram todo ar que prendera ao sentir os carnudos alheios em seu pescoço. Os lábios quentes dele percorriam seu corpo, ao mesmo tempo que as mãos dele realizavam todo uma busca por ali, como se procurasse reconhecer cada centímetro daquela pele ardente.
Ela afastou-se por um momento para segurar seu blusão e, botão por botão, abriu-o e ofereceu, ao olhos deslumbrados do rapaz, seu corpo jovem, totalmente nu e cheio de calor.
E rapidamente as mãos deles estavam novamente coladas no corpo esguio dela. O calor da pele do rapaz parecia penetrá-la e ir agitar seu íntimo com violência. As mãos dele foram refazendo caminhos sobre as curvas insinuantes, tornando-a mais e mais ardente. Um volúpia incontrolável dominou-a. Os dedos percorriam pelos cantos onde tirava ofegos baixinhos da morena que quase gemeu ao sentir o frio bater em seus mamilos rijos e sua vagina molhada onde esta era acariciada pelos dedos do rapaz que, com a mão livre segurava seu seio onde ali, beijava com fome e vontade. Lambia e sugava fortemente o mamilo da moça que contorcia-se hora e outra cada vez que sentia seu corpo enfraquecer mais ainda pelos toques.

… … …

Por não aguentar mais, ele deitou. Ali mesmo no meio daquele verde, naquele frio gostoso, onde o movimento não existia mais. E eu, eu apenas sorri. Vi seu rosto rubro de desejo e seus olhos brilhantes e famintos em meu corpo nu. E ele ainda vestido. Sentei em seu colo calmamente e inclinei para beijá-lo. Não um beijo simples. Lambi seus lábios, suguei e mordisquei, deixei que nossas línguas brigassem por espaço enquanto minhas mãos davam-se o trabalho desabotoar a calça dele e retirar aquele membro rijo e pulsante finalmente para fora. E eu sorri em meio ao beijo.
Beijo aquele que, em vários selares desceram para seu pescoço e rapidamente, parei por um instante para tirar-lhe a regata escura. Logo os beijos continuaram. Canto por canto eu podia sentir aquele perfume maravilhoso de cravos misturados com qualquer outra essência que estava me deixando louca de tesão. Chegando perto de sua barriga, pausei. Uma pausa breve apenas para segurar firmemente o membro dele e começar a massageá-lo. E aí sim, voltei a beijá-lo. Um beijo molhado e quente, de delicioso e gosto que o fez praticamente gemer algo. Beijo que fazia minha boca subir e descer sobre sua glande grossa enquanto a mão o masturbava. E os dois movimentos intensos eram prazerosos. Mais prazeroso ainda era o contorcer de corpo que ele fazia para mim. Querendo me tocar, querendo mais ainda, ao mesmo que queria que eu continuasse. E eu continuei. Senti o gosto do seu íntimo pulsando para explodir em mim, mas não pensei duas vezes em sair e subir novamente em meu amado. Finalmente colocando seu membro grosso dentro de mim. Onde comecei a cavalgar rapidamente, inclinando novamente para dar espaço e fazê-lo ver a perfeição dos corpos encaixados.

A intensidade me preenchia, o calor, e seu tesão também faziam o mesmo…

Ela era a mulher mais linda do mundo. Aquela da qual você pode contar com qualquer tipo de coisa e não precisa de favores alheios de qualquer outra por aí pra fazer o que quer. Porque ela sim, é a melhor do mundo. Quando preciso de carinho, ela está lá. Quando preciso de sexo, ela está lá e quando preciso de amor ela também está. Se quero putaria, ela vira minha cachorra. Se eu quero formalidade, ela é uma princesa.

Somente minha.

E lá estávamos ambos deitados. Eu olhando para as estrelas no céu enquanto ela me beijava no pescoço com aqueles lábios grossos e macios. Logo não consegui olhar para mais nada a não ser sua boca me sugando como se fosse a coisa mais gostosa do mundo. Sendo doce ou não, ela amava. E de repente, ao meu ápice de explodir em prazer e amor, ela saiu. Olhei confuso e quase enlouquecido até sentir novamente o quente de seu interior. Este agora, por incrível que pareça, mais molhado que sua boca, macio e apertado. Gemi alto seu nome por um instante ao sentir seus movimentos que me deixavam ao ponto de entrar em delírios e talvez não conseguir voltar mais em sanidade. E um movimento a mais, apenas um, me fez gozar. Um gozar demorado e deliciado que fez me rir ao ver a loucura que fazíamos àquela hora. Ela deitou-se ao meu lado e fechou seu blusão, eu a puxei para mais perto e selei sua testa demoradamente.

Parece um sonho. Pode parecer apenas um conto qualquer ou outra coisa…

Mas é real.

Advertisements

One comment on “Intensidade.

  1. luizão Bernardo says:

    Realmente a jovem contista se supera a cada momento, delineando o sexo com requintes, mas sem um pingo sequer de vulgaridade. Que as musas da poesia e do amor continuem a lhe fazer festa e que tenha sempre mágicos escritos para nos deleitar os olhos… Parabéns.
    Luizão Bernardo

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s