Fugitiva.

mymind

Poderei eu algum dia não ter medo de você hora alguma? Fazer o que que eu quiser fazer, andar onde eu quiser andar. Pular o quanto eu quiser pular. Comer, fumar, beber, rodar, fazer arte, tudo! Sem ter medo de você. Sem ter medo de ser achada ou encontrada, ali no meio do nada. Sem ter medo do dia marcado chegar e eu for descoberta, tachada, marcada… Por você. Entrar pro seu mundo e não poder sair mais. Mergulhar nos medicamentos “inofensivos” e depois não conseguir mais me dar conta de que, sem eles, não vivo mais. Com medo estou passando pelas horas. Cada minutos me faz trincar mais os dentes, rangê-los infantilmente e rosnar como um cachorro ameaçado. Medo ridículo. Medo do ridículo. Sem coragem alguma. Lá se vai ela. Cadê? Depois de descobrir resultados piores sobre uma coisinha qualquer que nem ao menos falaram direito p’ra amenizar as minhas noites preocupadas dali à frente, aqui estou eu agora. Morrendo de medo.  Com medo estou passando pelas horas até você me achar.  Já começamos a batalha, e eu te encontrei depois de todos esses anos sem você me abandonar. Poderei eu estar 100% um dia e sorrir para as paredes por tal motivo? Poderei eu algum dia passar na frente desse lugar e não parar ali por nada desse mundo, porque eu estou bem? Poderei eu, algum dia, na minha vida fazer tudo que quero sem restrição alguma? Poderei eu, não ter dores, não ter isso ou aquilo, não sentir medo ou simplesmente -por favor- não ser eu?

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