À flor da pele: Entre desejos e devaneios.

Eu poderia percorrer caminhos que nunca vi ou conheci sem medo algum de voltar pra casa. Me doaria aos céus, me jogaria para a natureza e ofegaria pelo simples. Abriria meus braços para a chuva como boas vindas em vez de cruzá-los junto ao meu corpo, como eu sempre fazia quando dava-me por vencida pelo frio e pelas gotas gélidas que caiam pelo meu corpo. Eu poderia sair por aí, simplesmente por andar, sem me preocupar com nada. Com o nada. Sem problemas, sem pessoas, nada. Não olharia mais pelas grades das janelas no meu quarto vazio onde só ali me sentia segura. E nisso eu não estaria sozinha, estaria comigo. E isso seria o mais importante de tudo: Eu poderia me encontrar novamente.

Se eu pudesse, largaria tudo.

Todo pouco dinheiro, coisas que, para as pessoas são de valor (que pra mim, são apenas coisas) e deixaria tudo para trás e sairia. Procuraria um caminho onde seria meu. Eu escolheria um caminho longo. Faria meu futuro, se caso existisse esse tipo de coisa. não gosto de nada me manipulando mesmo que “pelos ares”. Pegaria um pedaço de cada lugar que eu iria e guardaria em minha mente. Nunca esqueceria; impossível. Eu andaria, mesmo cansada, procurando incansavelmente pelo meu lugar. Talvez eu poderia percorrer dias ali, e voltaria pelo mesmo ponto, transformando isso tudo em um ciclo. Mas eu não poderia saber sem tentar. É isso.

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